Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Grupo del Muerte


O grupo 1 dessa Libertadores não é somente o grupo da morte. É um dos mais difíceis da história da competição continental. Lembro que há dez anos atrás, o Palmeiras também caiu num grupo muito equilibrado, composto por Corinthians, Cerro Portenho e Olímpia, além do próprio Palmeiras, é claro. À primeira vista, esse grupo parecia tão ameaçador quanto o atual, mas não era, e por uma simples razão, naquela época, três times classificavam-se para a segunda fase, e não dois como ocorre hoje em dia.

Mas o grupo da morte não se justifica apenas na teoria, ele também vem demonstrando isso na prática. Com o empate entre o Colo Colo e a LDU, nesta quinta-feira, em Quito, e com a vitória do Palmeiras em cima do Sport, nesta última quarta, em Recife, o grupo 1 ficou ainda mais emocionante. Todos tem chances reais de passar para as oitavas-de-final, a começar pelo azarão Colo Colo, apontado antes do inicio da Libertadores como o time mais modesto entre os quatro, mas que nesse momento é o líder com sete pontos. Coisas de grupo da morte.

O Sport é o segundo na classificação, com seis pontos, mas só joga mais uma vez em casa. Pode parecer desfavorável, mas em um grupo onde o Colo-Colo perdeu para o Sport em Santiago, que perdeu para o Palmeiras em Recife, que perdeu para o Colo-Colo em São Paulo, jogar fora de casa passa a não ser tão desfavorável assim. Portanto, o time de Luxemburgo precisa tomar muito cuidado para não levar o troco em pleno Palestra Itália. Se perder, o Palmeiras pode se considerar eliminado, mas se vencer, será um grande passo rumo a classificação. Nesse momento, o time segura a lanterna do grupo, com três pontos. A atual campeã LDU aparece em situação melhor, soma quatro pontos, mas com um jogo a mais.

Desabafo: Impressionante como tem gente que consegue invejar até a desgraça alheia. Sim, porque cair no grupo da morte, seja qual for à competição, é sempre ruim. Mas o São Paulo, com sua eterna necessidade de atenção midiática, não gostou de ver um grupo mais badalado que o seu, e tratou de mandar Muricy Ramalho dizer para a imprensa que, na verdade, grupo da morte era mesmo o deles. O pior é que teve jornalista caindo nessa história. Será que depois do Defensor do Uruguai usar um time misto para enfrentar o São Paulo Muricy ainda tem a cara de pau de manter essa opinião?

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Emoção fenomenal

A estrela de Ronaldo irradia emoção, por isso até um cego pode enxergá-la.

Se o leitor ainda não sabe, eu sou palmeirense, e ver o gol de empate do Corinthians aos 47 minutos do segundo tempo foi difícil, mas mais difícil que isso foi não se emocionar com o que estava acontecendo ali. Era à volta do fenômeno. Mesmo ainda fora de forma, o atacante brilhou no primeiro clássico que fez com a camisa do Corinthians, e como mostrou o título do site da Gazzeta dello Sport, calou a boca de todos aqueles que não acreditavam em sua recuperação pela enésima vez.

No entanto, o estardalhaço da mídia em torno do gol de Ronaldo após o jogo ofuscou a falha grotesca de Felipe, o resultado final da partida (1 x 1), o fato do Palmeiras não perder para o Corinthians a cinco jogos (4 vitórias e 1 empate), além do primeiro continuar em primeiro e o segundo continuar em segundo na classificação geral do Paulistão.

Mas francamente, o primeiro gol de um dos maiores atacantes brasileiros de todos os tempos, em sua volta ao futebol, jogando no time de segunda maior torcida do Brasil, contra o seu maior rival, aos 47 minutos do segundo tempo, que salvou seu time da derrota iminente, é motivo suficiente para a mídia esportiva, os torcedores corintianos e os próprios jogadores entrarem em estado de ecstasy.

Algo especial aconteceu naquele momento, e tem que ser muito insensível para não perceber isso. A mídia apenas reproduziu essa emoção, e fez o seu trabalho, que é narrar não somente os fatos, mas a emoção em torno deles. Ela tentou, ao seu modo, refletir essa emoção irradiada pela estrela de Ronaldo, que ontem acendeu mais uma vez para iluminar o coração de todos os corintianos, amantes do futebol e apaixonados pela vida.

Terça-feira, 3 de Março de 2009

Street Fighter IV na Venon Arcade

É o que garante Flavio Augusto, também conhecido como Buchecha, 27 anos, goiano que trabalha e joga todo dia na Venon Arcade, umas das casas de fliperamas mais tradicionais de São Paulo, situada na rua Benjamim Constant, próxima a Praça da Sé, no centro da cidade. Segundo ele, um amigo de goiana está adaptando o jogo de um X-Box 360 para um arcade – com projetor de 100 polegadas – e irá trazer para a Venon nesse final de semana (dias 7 e 8 de março).

“Como a maquina original tá muito cara, o pessoal tá fazendo isso para economizar grana. O arcade original tá na faixa dos US$ 7 mil e com a adaptação vai ficar em torno de R$ 2.500”, disse Buchecha, que é um daqueles caras que julgam ter o melhor emprego do mundo. E com razão. Todo dia faz aquilo que mais gosta, ganha pra isso, e ainda manda bem na parada.

Patrocinado pela própria Venon Arcade, ele já viajou a países como Peru e Argentina para jogar The King of Fighter 2002, e não decepcionou. Venceu todos os argentinos (boa), e contra os peruanos só foi derrotado por um tal de Salado, que alias, estará em São Paulo a partir do dia 12 de março para disputar a segunda edição do Hewen on Hell – campeonato organizado pela Venon que reuni players do Brasil inteiro e alguns gringos também.

O paulistano Bruno Requena, 22 anos, é membro da Venon e participou da primeira edição do Hewen on Hell. Segundo ele, o campeonato tem status nacional porque contou com a presença de 400 pessoas de diferentes estados, tais como Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, entre outros. A edição deste ano acontece em março, a partir do dia 21, e se tudo der certo, com Street Fighter IV.

Bruno e Buchecha jogando KOF 2002 na Venon Arcade

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Após nove vitórias...

O Palmeiras perdeu. Demorou mas aconteceu. Como não poderia deixar de ser. Um dia perderia. Menos mal que aconteceu quando podia. Fora de casa, há 2.800 m de altitude, contra o atual campeão da Libertadores. Bom para o time se conscientizar que não é imbatível. Está longe disso. Ruim para a matemática da classificação. O grupo da morte é mesmo o grupo da morte. Ao palmeirense, resta torcer por um empate no jogo de hoje, entre Sport e Colo Colo, no Chile.

Destaque para o jogador Manso da LDU, que joga de forma oposta ao nome, e participou diretamente de dois dos três gols de sua equipe. No primeiro, olhou para um lado e lançou para o outro, colocando a bola na cabeça de Calderón, que estava impedido é verdade, mas daqueles impedimentos que o bandeira faz bem em não marcar. No segundo, em cobrança de falta exemplar, encaixou a bola no ângulo direito de Marcos, o único culpado no segundo gol sofrido pelo Palmeiras, mas que nesse, o terceiro e decisivo, nada pode fazer.

Desabafo: Juro que toda vez que o Palmeiras está perdendo e o Luxemburgo coloca o Evandro me dá vontade de parar de assistir a partida, mesmo que falte ainda o segundo tempo inteiro para reverter o placar. É uma sensação agonizante, comparável apenas a aquela sentida antes da Copa da Alemanha, quando confirmou-se que Parreira escalaria Adriano no lugar de Robinho.

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Justificando

Sobre o post anterior, muito já foi dito, mas essa é a minha opinião. O São Paulo está certo e tem o direito de destinar apenas 10% dos ingressos aos adversários, seja ele quem for. Mas como de costume, o time do Jardim Leonor conduziu a coisa de maneira arrogante e mentirosa. Mentirosa, porque os 10% em nada tinham relação com a segurança, como seus dirigentes ventilaram ao longo da semana. A divisão tem a ver com os novos negócios envolvendo camarotes e setor Visa que aumentaram consideravelmente os lucros do clube com o estádio, mas que impossibilitam uma eventual divisão igualitária dos ingressos como acontecia anteriormente. E é ai que entra a arrogância, porque a decisão de destinar 10% aos corintianos deveria ter sido divulgada há meses atrás, quando os contratos estavam sendo firmados, e não dias, como fez o à diretoria do São Paulo. Mas para a surpresa dos dirigentes tricolores, essa decisão de contar a novidade em cima da hora foi um tiro no pé, porque o curto espaço de tempo entre a noticia e o clássico serviu para exaltar ainda mais os ânimos dos torcedores, e de acabar de vez com a boa relação que mantinha com o Corinthians fora das quatro linhas, além de mostrar mais uma vez que a PM e o estádio escolhido para a Copa do Mundo não têm condições de suportar uma situação dessas. O estádio por ter um problema grave de tempo de evacuar com segurança os torcedores e a PM por mais uma vez não conseguir controlar a situação sem machucar ninguém. Graças a Deus ninguém morreu ou saiu gravemente ferido dessa confusão!

Para refletir

Antes do Clássico

São Paulo libera só 10% dos ingressos para o Corinthians

O São Paulo alega que com só 10% de ingressos para os corintianos será melhor a segurança no clássico do dia 15. Além disso, os visitantes serão isolados por vidros à prova de bala até na rampa de acesso ao estádio. A nova divisão é amparada pelo Estatuto do Torcedor e visa adequar o Morumbi de acordo com as exigências da Fifa para a Copa do Mundo de 2014.

Depois do Clássico

Confusão na saída dos corintianos termina com vidro quebrado e feridos

Um confronto entre policiais militares e torcedores corintianos dentro do Morumbi deixou estragos e cerca de 30 feridos. Os vidros que separava a área da arquibancada onde ficaram os alvinegros que tinham entradas de R$ 40 foram quebrados. Várias pessoas foram pisoteadas e caíram pelos degraus, feridas – 31 pessoas, a maioria com fraturas nas pernas, foram atendidas no estádio e em três hospitais da região: São Luiz, Albert Einstein e Campo Limpo.

Dividida

"[os adversários] Acham que estou vendo gols, estou vendo a Copa. E ficam com ciúmes, falam: ‘esses caras vão ficar na nossa frente de novo’." De Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, sobre críticas veladas feitas por adversários ao projeto do Morumbi para o Mundial.

“Gostaria que a nossa torcida não fosse ao jogo. Prefiro nosso espaço no Morumbi vazio a ver o IML cheio”. De Fran Papaiordanou, conselheiro corintiano, sobre a decisão do São Paulo de liberar 10% dos ingressos para a torcida do Corinthians.

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Novo formato

O mundo da bola está tão agitado nesse começo de temporada que resolvi mudar o formato do texto para tentar falar um pouco sobre tudo.

Se agradar, posso adotar o novo estilo uma vez por mês. Deixe seu comentário dando sua sugestão e opinião!

A participação de vocês é muito importante para que eu melhore cada vez mais esse espaço.

Curtas

1 - O Cruzeiro fez uma ótima negociação trocando Guilherme por Kleber. Comparar os dois jogadores é fácil. Um é rápido e talentoso. O outro é forte e brigador. Em comum, só o fato de fazerem poucos gols. Mas contar com Kleber em uma competição como a Libertadores pode fazer toda a diferença. O perfil do ex-palmeirense se encaixa melhor ao estilo da competição. Sem contar os 6 milhões de euros a mais na conta bancaria do clube mineiro.

2 - Time ridículo esse do Potosi. Os palmeirenses que não se iludam com o placar total de 7 a 1. Mas valeu pela experiência de jogar no campo de futebol mais alto do mundo.

3 - Impressionante o rendimento de Cleiton Xavier nos primeiros jogos pelo Palmeiras. Atuou bem e marcou gols em todas as partidas. Não me lembro de um jogador com um começo tão espetacular assim vestindo a camisa do Palmeiras.

4 - Bom time esse do Mirassol. Os jogadores não têm medo de chutar ao gol. Uma virtude no futebol atual, por incrível que pareça. Destaque para o matador Finazzi, ex-Corinthians, e para o meia Éder, que sabe jogar com qualidade pelos lados e também pelo meio. Se não fosse pela expulsão estúpida do zagueiro Augusto, ainda no primeiro tempo, talvez o Mirassol tivesse melhor sorte contra o embalado Santo André, que tirou a invencibilidade de 22 jogos do São Paulo no último domingo.

5 - Por falar em São Paulo, Muricy continua mal educado. Mas a revolta dos repórteres da Espn Brasil não se justifica. Afinal, não foram eles que passaram os últimos anos transformado declarações raivosas em divertidas reportagens de TV? Dizendo que o mal-humor do técnico era fruto de sua autenticidade? Pois bem. Se vocês ajudaram a criar o monstro, agora aguentem!